Essa história hipócrita de certas pessoas serem mais bem cotadas começa lá atrás, onde eu ainda não tinha muita vocação para ser vaidosa e destruia as piadas dos meninos. Consegui respeito e aprendi fielmente que não precisaria me rebaixar ao que nunca fui para ser alguém legal. Logo, não fui bem cotada.
A gente cresce. E muda. Porém, em alguns sentidos não. Meus princípios continuam os mesmos, mas aprendi a misturar melhor. E passei a perceber que a ausência de cotação é sinônimo de verdade.
Nacionalidade em forma de comida, pouca desenvoltura gastronômica e muito assunto. A perspectiva de um sábado sem garçons é tão adequada e… bem cotada!
Vejo o quanto mudei e aprendi. São fases e mais fases, mas me sinto bem cercada como nunca. E esse mesmo bem-estar me lembra que reconhecimento pode estar oculto.
Novamente me remeto aos números, mas os uso somente para demonstrar que as cotas não são fundamentadas por cálculos confiáveis. O que há de mais interessante, geralmente está por trás de qualquer sistema classificatório.
E no fim, somos todas iguais nos problemas e às vezes mais práticas para resolvê-los. A diversão é a mesma, a risada é pela mesma piada e as circunstâncias não variam muito. Com uma única diferença: ser bem cotado te torna mal falado.