Foi numa dessas mordidas geladas que doem os dentes de baixo que pensei: poucas coisas na vida me lambuzam como um picolé natural de maracujá. Azedo o suficiente pra não melar os dentes de açúcar e doce o bastante pra não fazer careta feia.
Descobri que gosto da vida-maracujá. Aquela que me dá sede pra beber uns dois copos de água trincando de tão gelada e deixa ferver qualquer temperatura ambiente. Sobrando apenas o palito melecado que arrepia só de imaginá-lo raspando, de novo, nos dentes de baixo. São os amores-maracujá que não precisam de corante algum. São amarelíssimos só por existirem. E me mostram cada uma das sementes que estalam nas mordidas. Cleck.
Poucas coisas me são tanto na vida quanto um picolé de maracujá. Não tem meio termo e quem gosta adora. Não adianta colocar açúcar e dá pra percebê-lo de longe. Eu no palito.
Descobri que gosto da vida-maracujá. Aquela que me dá sede pra beber uns dois copos de água trincando de tão gelada e deixa ferver qualquer temperatura ambiente. Sobrando apenas o palito melecado que arrepia só de imaginá-lo raspando, de novo, nos dentes de baixo. São os amores-maracujá que não precisam de corante algum. São amarelíssimos só por existirem. E me mostram cada uma das sementes que estalam nas mordidas. Cleck.
Poucas coisas me são tanto na vida quanto um picolé de maracujá. Não tem meio termo e quem gosta adora. Não adianta colocar açúcar e dá pra percebê-lo de longe. Eu no palito.