Eu estava descendo a rua apressada por viver aquela noite. De mãos dadas com quem me segurava forte, mas sem pretenção própria. O plano da noite era voltado pro suéter quieto e inseguro.
Numa daquelas esquinas cheias, e igual como todas as outras, um tropeço me colocou em frente com um erro de quinze dias atrás. E quem mente paga, paga caro. E quem ouve a mentira fica com o troco. Duas palavras gaguejadas, uma simpatia de última hora e eu já nem sabia mais no que pensar. Retomei aquelas ideias de destino e de que haveria reencontro se ele fosse necessário e justo. E houve. Completamente despreparado e indevido.
Por dígitos a menos, quatro se tornaram três na mesa do bar. A reserva pra trinta pessoas foi em vão e logo a noite parecia outra. Tinha que ser outra.
Uma fila enorme se estendia à esquerda da casa com sacada. Alguém disse que aquele seria o dia, e sobrou quem concordasse. Casa cheia, contagem regressiva. O brinde no bar e já não havia amanhã. Como um grito de guerra que precede a vida a ser vivida. E foi.
Música boa e gente demais pra assunto bom de menos. Encostar elimina e implorar só piora. Cinema, bom gosto e nada que mude minha vida. Até aparecer um nome estranho, que não mudou nada mas chegou perto disso. Um assunto prepotente, interessante mas insuficiente. Até que me deram as costas, numa timidez mal educada, mais prepotente, mais interessante e quase suficiente.
Uma conversa tão previsível, tão fantasiada. E a música boa que nos levou pra pista. Open up my eager eyes. Cinquenta ideias num segundo. O assunto não podia acabar, e eu precisava voltar. O espaço era pequeno e ainda assim todos haviam sumido. De longe eu via quem eu queria ver, já duvidando encontrar reciprocidade. Outros cinquenta pensamentos pra ter, e logo o único mal idealizado veio à mente. Ponto final, erro cometido.
Eu continuava precisando encontrar uma companhia e teve de ser a voz rouca prestes a acabar. Enquanto o olhar me buscava de cima. E eu pensava mil vezes por que é que eu era tão pouco esperta. Não é por ser você, aquele ou outro qualquer. É o não poder ter, o desafio e a renúncia. As palavras acabaram, os argumentos e a voz. Alguém tinha de vir resolver aquilo tudo. E veio.
A reprovação e a aprovação de mãos dadas, numa festa prestes a acabar, sorrindo sem pensar que aquilo ainda era totalmente errado. Torcicolo, o clichê e a mesma conversa de quinze dias atrás. E eu devia, de novo acreditar naquilo. A luz negra tira toda e qualquer racionalidade em perceber as mentiras e falsas intenções. Ele não ia ligar nem que quisesse, odiava aquilo.
Subi a rua pensando que havia vivido em dobro: pelo errado e pelo quase certo. Dessa vez sem crer na carochinha, por ter, antes de mais nada, quebrado o sapatinho de cristal e ter entrado direto na abóbora.
Numa daquelas esquinas cheias, e igual como todas as outras, um tropeço me colocou em frente com um erro de quinze dias atrás. E quem mente paga, paga caro. E quem ouve a mentira fica com o troco. Duas palavras gaguejadas, uma simpatia de última hora e eu já nem sabia mais no que pensar. Retomei aquelas ideias de destino e de que haveria reencontro se ele fosse necessário e justo. E houve. Completamente despreparado e indevido.
Por dígitos a menos, quatro se tornaram três na mesa do bar. A reserva pra trinta pessoas foi em vão e logo a noite parecia outra. Tinha que ser outra.
Uma fila enorme se estendia à esquerda da casa com sacada. Alguém disse que aquele seria o dia, e sobrou quem concordasse. Casa cheia, contagem regressiva. O brinde no bar e já não havia amanhã. Como um grito de guerra que precede a vida a ser vivida. E foi.
Música boa e gente demais pra assunto bom de menos. Encostar elimina e implorar só piora. Cinema, bom gosto e nada que mude minha vida. Até aparecer um nome estranho, que não mudou nada mas chegou perto disso. Um assunto prepotente, interessante mas insuficiente. Até que me deram as costas, numa timidez mal educada, mais prepotente, mais interessante e quase suficiente.
Uma conversa tão previsível, tão fantasiada. E a música boa que nos levou pra pista. Open up my eager eyes. Cinquenta ideias num segundo. O assunto não podia acabar, e eu precisava voltar. O espaço era pequeno e ainda assim todos haviam sumido. De longe eu via quem eu queria ver, já duvidando encontrar reciprocidade. Outros cinquenta pensamentos pra ter, e logo o único mal idealizado veio à mente. Ponto final, erro cometido.
Eu continuava precisando encontrar uma companhia e teve de ser a voz rouca prestes a acabar. Enquanto o olhar me buscava de cima. E eu pensava mil vezes por que é que eu era tão pouco esperta. Não é por ser você, aquele ou outro qualquer. É o não poder ter, o desafio e a renúncia. As palavras acabaram, os argumentos e a voz. Alguém tinha de vir resolver aquilo tudo. E veio.
A reprovação e a aprovação de mãos dadas, numa festa prestes a acabar, sorrindo sem pensar que aquilo ainda era totalmente errado. Torcicolo, o clichê e a mesma conversa de quinze dias atrás. E eu devia, de novo acreditar naquilo. A luz negra tira toda e qualquer racionalidade em perceber as mentiras e falsas intenções. Ele não ia ligar nem que quisesse, odiava aquilo.
Subi a rua pensando que havia vivido em dobro: pelo errado e pelo quase certo. Dessa vez sem crer na carochinha, por ter, antes de mais nada, quebrado o sapatinho de cristal e ter entrado direto na abóbora.
Era pura teoria. Mas a prática foi quase infalível. Não ligou. Nunca disse que ligaria. Mas escreveu. E não parou mais.
Outras vozes me ligaram, muitas outras palavras me foram escritas e eu pronunciei tantos outros verbos aleatórios. Inúmeras tentativas de viver metade do que seria possível.
Last year. To happen in this year. To live this year. To be now. To love today. Next year.