Diário de férias quatro.
Na primeira trégua que a chuva ousou em dar, já estávamos trocadas descendo a rua do Sesc só pra não perder a mania. Lugares como aquele não são comuns fora daqui, não com este jardim enorme na frente do terreno. O banquinho não era muito confortável, mas a situação estava.
Novamente fui tomada pela sensação de que pertencia ao contexto, e maldita ironia que te senta ao meu lado enquanto faíscas são propostas. Mesmo assim eu espiava por cima de outros ombros na possibilidade de umas pernas passarem rapidamente. Estávamos tão perto mesmo.
Café com gengibre, a combinação perfeita que só poderia ser melhorada com açúcar mascavo, e bem que tinha mesmo. Açúcar por açúcar, bem que tentamos encontrar cana-de-açúcar, mas a busca serviu apenas como desculpa para risadas e fotos domenicais demais para uma sexta-feira.
Falando em sexta, essa não poderia fugir do contexto básico de todas as outras. Eu pretendia não me atrasar e sobrou tempo até mesmo para repor as energias. Tudo indicava que eu precisaria muito delas.
Instantâneo, pequenos planos, uma bota emprestada e pronto: entramos um triz antes de lavar a alma na chuva. O cenário não era velho, estava mais para um novo-mal-acabado, cheio de botas por cima da calça – de novo -, mas a ideia de ficar por lá me parecia boa. Ainda mais após nutrir a esperança da presença certa se dar na ausência certa.
Enquanto a passagem de som era – barulhosamente – feita, pude me sentir ainda mais no contexto e com as companhias certas. Guardando dicas, anotando fatos e reafirmando a ideia de não passar vontade. Mesmo que a noite acabasse assim, já seria válida. Aos poucos as cadeiras acabaram, foram largadas e já não havia ar.
Tudo se resumia em muitos pulmões, muitos copos e muita música sertaneja. E eu me divertia como jamais poderia calcular naquela situação maluca. A presença – contextualmente – errada não alteraria meus planos mesmo que não houvessem ausências.
Porcentagem a mais no meu sangue, e eu só conseguia pensar em como aquilo tudo era bom, a realidade de estar numa noite inesperada com a metade certa. Nada mudaria isso.
Muitos reais depois, mal processava muitas informações. Mas ao sair naquela brisa fresca – ou melhor, completamente gélida -, eu via as luzes correrem rápido enquanto as vozes gritavam e eu mal sentia pisar dentro das botas grandes.
Eu estava realmente realizando aquele tipo de vontade de cinema, de abraçar, rir olhando para o céu e beirar o descontrole. A ultrapassagem do limite natural não poderia ter sido mais surda e feliz.
Não senti o baixo referente ao alto da situação, nem mesmo quando sentamos na mesa da cozinha tentando falar baixo. Eu só podia pedir para terem memória por mim, lembrando-me do que eu – achava que – não poderia lembrar.
Quando a poeira devia baixar, ela aumentava. Eu comia o chocolate enquanto ela revirava redações dizendo precisar estudar. E depois eu mal podia acreditar em como minha letra foi pouco redonda um dia na vida.
Fazia frio, chovia, estávamos com edredon, mas o ventilador permaneceu ligado. Sabe-se lá o por quê. Aliás nada hoje teve muita razão, e essa é a melhor parte.
Tudo aquilo me fazia muito feliz, lembrei-me até de tirar uma foto chamada 110709050440-01, só pra marcar aqui que nada podia ser melhor hoje.
Novamente fui tomada pela sensação de que pertencia ao contexto, e maldita ironia que te senta ao meu lado enquanto faíscas são propostas. Mesmo assim eu espiava por cima de outros ombros na possibilidade de umas pernas passarem rapidamente. Estávamos tão perto mesmo.
Café com gengibre, a combinação perfeita que só poderia ser melhorada com açúcar mascavo, e bem que tinha mesmo. Açúcar por açúcar, bem que tentamos encontrar cana-de-açúcar, mas a busca serviu apenas como desculpa para risadas e fotos domenicais demais para uma sexta-feira.
Falando em sexta, essa não poderia fugir do contexto básico de todas as outras. Eu pretendia não me atrasar e sobrou tempo até mesmo para repor as energias. Tudo indicava que eu precisaria muito delas.
Instantâneo, pequenos planos, uma bota emprestada e pronto: entramos um triz antes de lavar a alma na chuva. O cenário não era velho, estava mais para um novo-mal-acabado, cheio de botas por cima da calça – de novo -, mas a ideia de ficar por lá me parecia boa. Ainda mais após nutrir a esperança da presença certa se dar na ausência certa.
Enquanto a passagem de som era – barulhosamente – feita, pude me sentir ainda mais no contexto e com as companhias certas. Guardando dicas, anotando fatos e reafirmando a ideia de não passar vontade. Mesmo que a noite acabasse assim, já seria válida. Aos poucos as cadeiras acabaram, foram largadas e já não havia ar.
Tudo se resumia em muitos pulmões, muitos copos e muita música sertaneja. E eu me divertia como jamais poderia calcular naquela situação maluca. A presença – contextualmente – errada não alteraria meus planos mesmo que não houvessem ausências.
Porcentagem a mais no meu sangue, e eu só conseguia pensar em como aquilo tudo era bom, a realidade de estar numa noite inesperada com a metade certa. Nada mudaria isso.
Muitos reais depois, mal processava muitas informações. Mas ao sair naquela brisa fresca – ou melhor, completamente gélida -, eu via as luzes correrem rápido enquanto as vozes gritavam e eu mal sentia pisar dentro das botas grandes.
Eu estava realmente realizando aquele tipo de vontade de cinema, de abraçar, rir olhando para o céu e beirar o descontrole. A ultrapassagem do limite natural não poderia ter sido mais surda e feliz.
Não senti o baixo referente ao alto da situação, nem mesmo quando sentamos na mesa da cozinha tentando falar baixo. Eu só podia pedir para terem memória por mim, lembrando-me do que eu – achava que – não poderia lembrar.
Quando a poeira devia baixar, ela aumentava. Eu comia o chocolate enquanto ela revirava redações dizendo precisar estudar. E depois eu mal podia acreditar em como minha letra foi pouco redonda um dia na vida.
Fazia frio, chovia, estávamos com edredon, mas o ventilador permaneceu ligado. Sabe-se lá o por quê. Aliás nada hoje teve muita razão, e essa é a melhor parte.
Tudo aquilo me fazia muito feliz, lembrei-me até de tirar uma foto chamada 110709050440-01, só pra marcar aqui que nada podia ser melhor hoje.
Frase do dia: Me lembra disso amanhã?
Musica do dia: “Você diz que não me ama, você diz que não me quer. Mas fica pagando pau, aah qual é que é?”
Expressao do dia: Crrrrrrr