Diário de férias dois.
Sou uma pessoa de falar. Meu pai que o diga, coitado, sempre fica pelos cantos resmungando que eu falo demais e abafo o som da televisão. Mas, eu também sei ficar bem quieta, principalmente quando isso é o que eu não quero. Isso me torna uma pessoa de palavras. De novo, e quase somente.
Com o tempo aprendi que o silêncio tem bastantes detalhes o tornando rico. Observo, pois te pedi para sentir-se à vontade. Talvez eu seja uma das pessoas que mais saiba o quanto é chato ficar fazendo sala pra visita com cara de fome. Só que eu não faço cara de fome, nem mesmo faminta.
Quando a televisão resolve falar por nós, a situação fica ainda mais confortável para que eu repare nos detalhe, e processe um por um sem ter que reagir a todo instante. Alguns surtos me lembram de que estou onde por muito eu quis estar, fazendo com que eu participe como posso. Não fica difícil quando posso perguntar sobre as diferenças o tempo todo.
Não demora muito pra que eu me sinta parte de tal, ainda mais em meio de toda liberdade e planos que eu sempre quis fazer. Me pergunto se quem me vê passar na rua sente que não sou dali, pra mim já não há diferença. Algumas situções pouco constrangedoras depois, me vi jogando sem reclamar por perder. Vi coincidências musicais e intimidade. Eu estava, de fato, me sentindo muito bem alí, ainda mais depois de não detectar dicas demais de que alguém ainda pensava no plano A. Eu estava alí, apertada no sofá, me vendo nas revistas sempre sorrindo, e ao lado da outra metade. Dentro e fora das revistas.
Com o tempo aprendi que o silêncio tem bastantes detalhes o tornando rico. Observo, pois te pedi para sentir-se à vontade. Talvez eu seja uma das pessoas que mais saiba o quanto é chato ficar fazendo sala pra visita com cara de fome. Só que eu não faço cara de fome, nem mesmo faminta.
Quando a televisão resolve falar por nós, a situação fica ainda mais confortável para que eu repare nos detalhe, e processe um por um sem ter que reagir a todo instante. Alguns surtos me lembram de que estou onde por muito eu quis estar, fazendo com que eu participe como posso. Não fica difícil quando posso perguntar sobre as diferenças o tempo todo.
Não demora muito pra que eu me sinta parte de tal, ainda mais em meio de toda liberdade e planos que eu sempre quis fazer. Me pergunto se quem me vê passar na rua sente que não sou dali, pra mim já não há diferença. Algumas situções pouco constrangedoras depois, me vi jogando sem reclamar por perder. Vi coincidências musicais e intimidade. Eu estava, de fato, me sentindo muito bem alí, ainda mais depois de não detectar dicas demais de que alguém ainda pensava no plano A. Eu estava alí, apertada no sofá, me vendo nas revistas sempre sorrindo, e ao lado da outra metade. Dentro e fora das revistas.
Novidade do dia: Jogo da colher; cachorro-quente sem molho, com tomate
e muita cebola.
Expressão do dia: Como assim, minha gente?