Egoísmo. Obviamente esse é um sentimento que leva seres com corações a sentirem inveja.
Sempre me falaram muito sobre inveja como algo unicamente ruim… Não que agora eu me ache capaz de comprovar como a+b que inveja é algo bom. Não me arriscaria nessa matemática barata! Estou mesmo é falando daquela inveja que bate de canto, naturalmente e sem o cruel objetivo de arrancar o utópico dos outros. É puramente um sentimento onde revela-se um reconhecimento de dentro pra fora.
Não posso simplesmente compreender como algumas pessoas conseguem o que querem sem grandes esforços. Enquanto utilizo minhas fichas e meus esforços para ser. Ser e estar.
Quando fecho os olhos para tentar achar alguma resposta convincente, escuto algo sobre tempo, algo sobre ter paciência e esperar. Como quando menos esperar irá aparecer.
Mas, começo a folhear alguns livros para recolher informações. E quando peço ajuda me aconselham a correr atrás. Mas, eu queria saber qual seria a resposta se eu perguntasse sobre o que há de errado. Já me esforcei para esperar, ainda mais para buscar e até mesmo fingi não estar nem aí. E nada.
Cansa bastante viver aos tropeços, onde às escuras vou vasculhando algo para me apegar. Cansa passar cada uma das valetas sem ter pelo que recompensar no final.
Não queria nada muito complicado… Um saquinho cheio de carinho e alguns erros para superar seria suficiente. Algo justo pelo o que eu me esforço. Como cores e borboletinhas.
Não tento repitir e copiar, nem mesmo tento ocultar meus defeitos. Não preciso que me façam promessas, eu apenas me considero merecedora.
Mas e quando não há mais onde inovar e ninguém pode mudar? Não há conformismo, não há como perder o que ainda não se tem.
E temos tão pouco tempo…