Eu troco a surpresa e todo provável frenesi por frangalhos de certeza. Porém isso não me faz imediata, apesar das listras e dos olhares curiosos por trás.
Diagonal e várias risadas desnecessariamente naturais. A postura despreocupada poderia ser facilmente desmascarada pelo nervosismo hiperativo nas pernas, que mexiam-se freneticamente por baixo da mesa. Apenas postura, eu bem que disse. Afinal, enquanto eu não estiver perdendo, uso minhas fichas. Mais vale tentar do que ter apenas pensado.
O retorno novamente me incentiva a persistir. Palavras cantadas diziam para eu ir atrás dos meus direitos, e não há metáfora alguma nisso. O interesse nas palavras apressadas que eu loucamente mal processo é crucial. Às vezes me surpreendo em como posso pensar em tantos assuntos sequênciais.
Não precisou que ninguém fosse claro com frases cheias de verbos transitivos diretos, apenas a procura pelo encontro dos olhares foi suficiente para que a sintonia se equalizasse.
Os corpos de gravidade 10 m/s e massa de valor não informado percorriam uma tragetória não retilínea em sentidos contrários, onde após desviar de obstáculos ocorreria uma colisão. Perfeitamente inelástica.
Ciências exatas muitas vezes exigem paciência para obter resultados. Paciência eu nunca tive. Quebro os teoremas e fórmulas matemáticas para encontrar a razão das minhas próprias equações. Iniciativa eu sempre tive.
Sem palavras mágicas e respostas consideráveis, ninguém ali estava com dúvidas. Tudo foi tão diferente. Diferentemente novo… E bom. Num piscar de olhos cada dúvida e neurose dissolvem na consciência de que é um processo natural onde naturalidade reflete insanidade.
Isso me remete a uma satisfação pessoal, onde cada uma das quinhentas pessoas presentes podem constatar que cada pensamento tem com quem se ocupar. Mas, não demora muito para as minhas expectativas murcharem… Parece que sempre tentarei lembrar-me de não esperar muito dos outros. Essas são as circunstâncias: aceite-as.
Aceito. Aceito de tão bom grado que não exito muito. Levante. Logo ouço o conforto de que tudo ficará bem, sem metáforas novamente. E fica… A gente se entende!
Ali, naquele tempo espaço posso perceber que desatenções são ingênuas desatenções. E sinto aquela incrível sensação de querer descobrir cada pequeno detalhe, saber dos problemas diários e ser alguém para estar. Você me faz sentir coisas que eu jamais pude experimentar antes. Não se trata das listras ou elegância de loja. É algo com os seus olhos e a sinceridade por trás deles…
Eu provoco e quase pressiono. Não me arrependo de uma fagulha sequer, confio nas minhas impressões. Os pontos positivos sobem, e eu sei que pontuo também. Engulo o orgulho que não tenho e levanto-me cheia de assuntos por quantas vezes for preciso. Apenas mostre-me que estou fazendo certo em abandonar os números. E que você quer me ver de pé. Afinal, sempre preferimos as áreas humanas. Levante-se.