Neste instante minha cabeça está tão cheia de pensar, que mal tenho tempo para pensar na ridicularidade de certos sofrimentos. Estou naquele certo instante onde cada lágrima incessável busca um verdadeiro alívio, e demonstra uma real situação.
Na primeira vez que me vi diante deste dilema eu tinha uma forte posição, apesar da dúvida. Na verdade, aquele instante não era cercado de dúvidas mas, de medo. Tanto que criei todos os argumentos para provar, antes de mais nada, para mim que a minha pura vontade deveria ser a decisão certa.
Agi da maneira como tive vontade e não me arrependo. Porém, não se arrepender não significa não mudar de idéia… E agora aqui estou novamente defronte dois, ou três, tons de azul.
Não nego minha natural parcela de drama, mas não passa a ser tão patético quando ao invés de se tratar de um detalhe, ser referente a uma grande porta na minha vida.
Meses, reais, sentimentos, comodismo e grande empenho. Tudo gira em torno de uma prova. Esta, que separa dois lados da minha vida.
Nunca estive tão confusa. Decidir seriamente nunca me foi tão preciso. Nunca.