Corredor

Não nego que como de costume ensaiei algumas respostas que eu não saberia pronunciar no calor do momento. E pensei em como eu seria vista calçando meus tênis masculinos. Tudo pela falta do que pensar, em conjunto com a proximidade dos portões.
Tudo correu normalmente, até o momento em que eu forçava a vista para enxergar a primeira no painel, da esquerda para a direita. Ao invés de avistar um semblante nítido, deparei-me com cerca de cinco pessoas, onde meus olhos correram nervosos para avistar o que havia embaixo do boné.
Tudo correu numa fração de segundos, afinal num corredor as coisas não podem ser lentas… Ainda bem.
E mais uma vez me pego com o lápis na mão anotando cada um dos pontos faturados. A verdade pode ter sido ocultada mas, eu acredito. Afinal me faltam motivos para acreditar no que não vejo. Aliás, a identificação me leva a crer que estamos no mesmo barco… Não me esqueci de como suas mãos tremiam e como é seu sorriso nervoso.
A ansiedade e a dificuldade em processar boas palavras não fazem parte de mim. Ainda bem que meu consciente é bem treinado, pois naquele momento meu subconsciente estava ocupado agradecendo, boquiaberto.
Ta certo mas, e agora? Ontem mesmo planejei longas noites de sono com pouco, muito pouco drama. O plano continua, com dois adendos: não contenha-se, não esqueça-se da singularidade.

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