Makossa

A locomoção nem pode ser chamada de viagem, pois não teve duração suficiente pra isso. Observar as luzes da cidade em meio ao céu preto e ao som da perfeita trilha sonora pôde me dar uma pequena noção do que me esperava.
Nada como um feriadão de quatro dias sentindo o cheiro do mar. Quatro dias com duas das melhores companhias, com muito trabalho de perna dia e noite.
Um apartamento literalmente vazio, três colchões, uma garrafa de água, algumas sacolas com (quase) comidas nada saudáveis, muitas malas de roupa, e um rádio. Cac, era o nosso cac.
Qualquer sussuro ecoava imediatamente entre as paredes branquinhas cheirando a cal. E a cada espiada pela janela era possível observar a rotina literalmente apertada dos vizinhos da frente.
A longa extensão de areia, e as embarcações indo e vindo. Os passeios no sol, ou no céu nublado. O sol de fritar minha pele de leite, e as noites loucas. A meia verde, o low-fat frozen yogurt. Cada uma das loucurinhas, das besteiras, das verdades, e cada uma dos milhares de risos.
Ah, mas se Santos falasse…!

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