Pudim

Já não me importa tanto assim que os planos nunca funcionem como deveriam, até porque eu mesma já aprendi a considerá-los duvidosos.
Mas, não é porque as circunstâncias tomaram um rumo diferente daquele inicialmente esperado, que não possam ser agradáveis. E acrescenta agradáveis nisso.
De longe se foi a época em que eu saia de casa com uma única e infalível companhia para reclamar. Hoje, meus dias estão sendo marcados com muitas risadas e bom-humor, fazendo com que tudo vire piada e planos cada vez melhores.
Com alguns reais, boas amigas, e lugares legais eu pude ter um início de noite incrivelmente americano. Com direito a acolchoado de couro e festas sujas. Festas devidamente sujas e cheias de copos descartáveis vermelhos.
Dias que aparentemente não parecem reservar grandes surpresas e lembranças amáveis (ou melhor, amorosas), tornam-se ainda melhores quando tudo corre perfeitamente bem abrindo espaço para a alegria. Alegria de viver cada momento simples, mas cheio de significado. Alegria de viver cada plano e cada dia que os antecedam. Alegria de simplesmente viver por estar feliz.
Como se cada comentário não tivesse sido incrivelmente cômico, ainda tivemos o momento de decidir entre a partilha do pudim com as amigas, ou a solitária degustação do prato de cocô.
Acima de qualquer sintoma e declaração de carência, não tem jeito: Estou mais do que na fase de dividir o pudim com as amigas, estou na época perfeita para isso.
Feita a escolha, basta planejar as festas quase-americanas – quase, afinal somos limpinhas -, e escolher cuidadosamente o sabor de cada pudim. Escolher, anotar e experimentar.
Afinal, esses você tem que compartilhar com as amigas!

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