E tudo começou na segunda-feira, quando num momento de pura falta do que fazer meu dedos no controle remoto direcionaram a televisão para o canal trinta. Entre algumas conversas dispersas e uns momentos de atenção, as imagens de One Tree Hill fizeram com que o silêncio permanecesse, e a partir daí surgisse a curiosidade.
Afinal o que de tão revelador havia sido registrado naquela cápsula do tempo para que tivesse vontade de violar as regras e deletar? Os extremos detalhes não me convêm no momento, mas só pra constar a tal personagem, que eu pra variar não me recordo do nome, havia revelado no vídeo gravado confidencialmente que era lésbica. E por outros motivos que desconheço, afinal estávamos conversando em todas as cenas anteriores, ela precisava desesperadamente deletar todos os fragmentos dessa revelação.
Além de contar com a ajuda do personagem a qual o nome começa com a letra “m” para arrombar o cofre que guardava as fitas, me lembro que houve choros, arrependimentos e confissões. Por fim eles caíram na tentação e acabaram vendo outros vídeos de outras pessoas, o que acabou desencadeando uma revelação generalizada dos vídeos. No que essa história toda deu, no final, confesso que não sei. Sabe, não demorou muito para que a gente começasse a tagarelar e desviasse completamente a atenção.
Mas de qualquer maneira, os poucos minutos em que demos completa atenção ao seriado, foram de total efeito para que o dia seguinte marcasse história.
Após todo aquele clima de fim de festa, com os presentes todos abertos e as cadeiras postas de volta em seus devidos lugares cumprimos o que havia sido combinado: gravar a nossa cápsula do tempo.
M. V. de A., B. Vi de A. e G. P. de S. Três meninas de, respectivamente, dezenove, dezesseis e quinze anos com minutos livres na frente de uma câmera sem qualquer outra pessoa por perto, dizendo suas vontades e suas realidades em 2008 e tentando imaginar como estarão em 2013.
Aparentemente tudo soou como uma simples brincadeira, mas não é que isso causa mais impacto do que aparenta? Não posso, não quero e nem devo tentar relembrar e citar tudo o que eu disse no meu vídeo que durou quase oito minutos, afinal fomos fieis nas regras usadas no seriado em não revelar aos outros quais foram as considerações citadas.
Mas não há como não pensar e não pincelar sobre o assunto. Como é difícil e estranha a sensação de se imaginar daqui a cinco anos. CINCO anos… É tempo demais! Todas as perspectivas e sentimentos podem me parecer muito infantis e pequenos, ou engraçados, ou ultrapassados.
É estranho mais levemente corriqueiro não conseguirmos ter noção de como será o futuro ou até mesmo os próximos dias que estão por vir. Mas é pra lá de assustador não conseguir ao menos deduzir como você mesmo será daqui a uns anos.
Apesar de todos os medos, sensações estranhas e choros (!) decorrentes da gravação desses três vídeos, vejo tudo isso como uma postura otimista. Otimista por acreditarmos nas nossas permanências em vida – isso soa um tanto quanto macabro, mas não deixa de ser verdade -, e principalmente na permanência de nossa união e amizade. É quase como um pacto de amizade e de consideração.
Afinal o que de tão revelador havia sido registrado naquela cápsula do tempo para que tivesse vontade de violar as regras e deletar? Os extremos detalhes não me convêm no momento, mas só pra constar a tal personagem, que eu pra variar não me recordo do nome, havia revelado no vídeo gravado confidencialmente que era lésbica. E por outros motivos que desconheço, afinal estávamos conversando em todas as cenas anteriores, ela precisava desesperadamente deletar todos os fragmentos dessa revelação.
Além de contar com a ajuda do personagem a qual o nome começa com a letra “m” para arrombar o cofre que guardava as fitas, me lembro que houve choros, arrependimentos e confissões. Por fim eles caíram na tentação e acabaram vendo outros vídeos de outras pessoas, o que acabou desencadeando uma revelação generalizada dos vídeos. No que essa história toda deu, no final, confesso que não sei. Sabe, não demorou muito para que a gente começasse a tagarelar e desviasse completamente a atenção.
Mas de qualquer maneira, os poucos minutos em que demos completa atenção ao seriado, foram de total efeito para que o dia seguinte marcasse história.
Após todo aquele clima de fim de festa, com os presentes todos abertos e as cadeiras postas de volta em seus devidos lugares cumprimos o que havia sido combinado: gravar a nossa cápsula do tempo.
M. V. de A., B. Vi de A. e G. P. de S. Três meninas de, respectivamente, dezenove, dezesseis e quinze anos com minutos livres na frente de uma câmera sem qualquer outra pessoa por perto, dizendo suas vontades e suas realidades em 2008 e tentando imaginar como estarão em 2013.
Aparentemente tudo soou como uma simples brincadeira, mas não é que isso causa mais impacto do que aparenta? Não posso, não quero e nem devo tentar relembrar e citar tudo o que eu disse no meu vídeo que durou quase oito minutos, afinal fomos fieis nas regras usadas no seriado em não revelar aos outros quais foram as considerações citadas.
Mas não há como não pensar e não pincelar sobre o assunto. Como é difícil e estranha a sensação de se imaginar daqui a cinco anos. CINCO anos… É tempo demais! Todas as perspectivas e sentimentos podem me parecer muito infantis e pequenos, ou engraçados, ou ultrapassados.
É estranho mais levemente corriqueiro não conseguirmos ter noção de como será o futuro ou até mesmo os próximos dias que estão por vir. Mas é pra lá de assustador não conseguir ao menos deduzir como você mesmo será daqui a uns anos.
Apesar de todos os medos, sensações estranhas e choros (!) decorrentes da gravação desses três vídeos, vejo tudo isso como uma postura otimista. Otimista por acreditarmos nas nossas permanências em vida – isso soa um tanto quanto macabro, mas não deixa de ser verdade -, e principalmente na permanência de nossa união e amizade. É quase como um pacto de amizade e de consideração.
LEMBRETE: ABRIR EM 25/11/2013