Dig

Logo de início palavras são desnecessárias para descompactar o arquivo de memória. Aliás, não há nada mais adequado do que a falta delas para que um sorriso escape pelo canto.
Lembro-me da contagem de tempo, da ordem sincronizada de cada um dos passos e até mesmo da respiração acelerada competindo com o coração.
Pelo reflexo posso ver a foto que abriu as portas e carrega sentimentos que representam uma fase considerável. Hoje, ela não fecha as portas… Somente faz com que ao penetrar neste cômodo eu me lembre de cada uma das sensações e seja preenchida com nostalgia.
Cada personagem e pensamento bobo, hoje, só podem me fazer sorrir sem me arrepender de nada. Foi de fato o meio termo da porta giratória.
Não sei se atingi o cômodo ao lado por completo mas ao menos sei que cada passo bem equilibrado e cuidadoso fizeram com que as inúmeras camadas de tecido transbordassem realização.
Um dos marcos iniciais do primeiro degrau carrega um símbolo do passado, presente e futuro. Mesmo que incompleto ele é grande o suficiente e não tão objetivo como parece ser.
Não tenho registros musicalmente ao vivo mas somente sua carga emocional faz com que cada pedacinho de mim seja preenchido com bem-estar.

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